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Chapter #089 - Metal Gear Solid


Capítulo 89 da saga Mario Verde e aproveitando o embalo de que ontem foi aniversário de 15 anos deste game, falaremos dele então, Metal Gear Solid! Lançado em 1998 para Playstation, desenvolvido pela Konami, um dos melhores games de espionagem de todos os tempos, sua franquia é muito aclamada pelos gamers e seus jogos são simplesmente perfeitos e cheios de estratégias de espionagem. Gráficos lindos para a época, a jogabilidade era fantástica, tudo isso unido a uma trilha sonora impecável, mantendo o clima tenso que se espera em um game de espionagem.



A história do game segue uma sequência direta de seu antecessor lançado para Nintendinho, Metal Gear 2: Solid Snake. Se passa no futuro, no ano de 2005 (leia-se futuro pois foi lançado em 1998), a trama se foca no personagem principal do jogo, Solid Snake, um soldado ex-aposentado que se infiltra em uma instalação de eliminação de armas nucleares para neutralizar uma ameaça terrorista. A missão de Snake é resgatar 2 reféns, além de enfrentar os terroristas impedindo-os de um ataque nuclear. Ao chegar no destino, Solid Snake vê Liquid Snake partindo em um helicóptero, Liquid seria como um 'irmão-gêmeo' genético de Solid.

A história é repleta de reviravoltas e momentos dramáticos, com a participação de vários personagens que aparecem para ajudar, ou atrapalhar sua missão, cada personagem desses com sua própria história. Por ser tão complexa é considerada por muitos fãs da série como sendo a melhor história de todos os games da série. A melhor coisa sobre o game é que os personagens são realmente memoráveis, eles formam uma conexão com o jogador, como suas emoções são retratadas, isso é fantástico, pois é bem difícil citar outros games que tratam o enredo tão bem assim.

A história é tão complexa que fica meio complicado fazer uma narrativa curta, o ideal mesmo é jogar e sentir na pele toda a emoção que Metal Gear Solid nos propõe, o fato mais curioso é que em determinadas partes do jogo você não faz mais ideia de quem são seus aliados, e quem são seus inimigos.


A jogabilidade de Metal Gear Solid é sensacional, são inúmeras as possibilidades, muitas das vezes se faz necessário Snake andar com cautela para não chamar atenção dos inimigos, andando sorrateiramente, engatinhando, ou até mesmo se disfarçando de caixa e outras coisas mais, para poder aparecer por de trás do inimigo e pegá-lo desprevenido, outro fato interessante é o jeito que você irá eliminar o inimigo, você pode matá-lo, porém isso irá fazer barulho e com certeza chamará atenção de outros inimigos que aparecerão pra te atrapalhar, ou você pode também estrangulá-los deixando-os inconscientes, isso é bem útil as vezes, ou seja, o game é cheio de estratégias, em que você terá que decidir quais e como deverá utilizar.

Além dos terroristas inimigos, os cenários são repletos de câmeras de segurança que poderão entregar facilmente a localização de Solid Sneke, fazendo-se mais necessário ainda suas incríveis habilidades de espionagem. A utilização das armas são bem realistas pra época, por exemplo na hora de mirar com um rifle, a câmera fica balançando conforme a respiração do personagem, algo extremamente fantástico para um game da época.

Há também uma enorme variedade de itens que poderão ser utilizados durante a missão, desde binóculo de visão noturna e calor, caixas, armaduras entre outras coisas, quando zera o game cumprindo alguns requisitos você adquire um item bem maneiro, que deixa Solid Snake invisível!



Há também uma quantidade razoável de chefes que irão atrapalhar bastante a sua jogatina, o game em si não é muito difícil, mas a forma com que ele deve ser jogado é que o torna um pouco mais complicado, provavelmente novos gamers encontrarão muita dificuldade até mesmo no guardas comuns, quem dera nos chefões fodásticos que aparecem durante a missão.

A parte gráfica de Metal Gear Solid é muito boa, devido as limitações do sistema, os personagens ficaram meio quadradões, mas nada que atrapalhe a beleza de um game repleto de detalhes, com cenários muito bem trabalhados, cada ambiente foi feito com muito capricho, e da pra notar as impressionantes características que não se nota em outros games da época.

A parte sonora do game é magistral, as músicas intensas dão uma mistura de sensações entre ação e cuidado, que o gamer terá que ter durante todo o jogo, faixas memoráveis como a musica tema de encerramento por exemplo, que ficará na memória dos gamers mais fanáticos por muitos e muitos anos. Durante o game todo você não terá momentos de tédio, os efeitos sonoros também são espetaculares e se encaixam como uma luva no game todo, somando tudo isso a perfeita dublagem do jogo, tanto a original japonesa quanto a americana ficaram perfeitas, uma combinação perfeita mais do que justa para um game tão... perfeito.


Além de tudo isso, o game conta com dois finais diferentes, dando um ponto alto para o gamer jogar novamente, além da trama original, existem uma série de missões aonde você basicamente estará treinando para a missão final, é bem complicadinho completar essas missões. O game não é muito cumprido, então quando você for jogar, não terá que se preocupar com o tempo que você vai gastar, e com certeza será uma experiência digamos, doce.

Metal Gear Solid é uma obra prima que elevou o modo espionagem para um nível totalmente diferente com um game muito inovador, um jogo com uma trama tão complexa e fantástica como essa realmente merece um destaque bem positivo.

O game também recebeu um Remake para Game Cube em 2004, com melhorias gráficas e algumas modificações na jogabilidade, pra quem ainda tem Game Cube também é legal conferir esta versão.

Confira agora o gameplay dessa obra prima:


E é isso aí pessoal, esse foi capítulo de número 89 da saga Mario Verde, falamos sobre Metal Gear Solid de Playstation! Até mais!

Chapter #088 - Final Fantasy III

Capítulo 88 da saga Mario Verde e hoje daremos continuidade a uma das minhas séries favoritas, falaremos sobre Final Fantasy III, lançado originalmente para Nintendinho no ano de 1990, a história cada vez mais emocionante, com gráficos bem melhorados em relação aos seus antecessores, além claro da trilha sonora, que é perfeita em todos os jogos da série. Final Fantasy 3 foi meio controverso em relação a numerologia, pois os americanos lançaram Final Fantasy 6, com o nome de Final Fantasy III, então isso confunde um pouco as pessoas, mas o verdadeiro Final Fantasy III é esse mesmo lançado para Nintendinho.



A história é sobre 4 órfãos que foram escolhidos para se tornarem os guerreiros da Luz para defender o bem contra as forças das trevas, porém o objetivo principal não é destruir as trevas, e sim manter o equilíbrio entre a Luz e as trevas. No game aparecem vários inimigos, porém somente no final da trama que você descobre quem é o verdadeiro inimigo. Muitos personagens 'não jogáveis' lhe ajudam durante a sua jornada. Como na maioria dos primeiros Final Fantasy's, ele mistura missões aleatórias que não fazem parte diretamente da trama, apesar de que todos os acontecimentos tem um eventual papel vital no jogo.

Os guerreiros da Luz partem então em uma jornada para derrotar os eventuais chefes monstros das trevas, a fim de descobrir o que realmente está causando o desequilíbrio, o que torna mais agradável o enredo do jogo é seu elenco, os personagens são cheios de personalidades, embora no game os 4 personagens principais não tenham nome, da pra notar suas personalidades entrando em ação durante as cenas.

Anos depois foi lançado um Remake de Final Fantasy III para Nintendo DS, aonde eles atribuíram nomes aos personagens principais, o que deixa o jogo original mais interessante pra quem ainda não conhece, são eles:


Luneth: O protagonista do jogo, garoto órfão criado no vilarejo de Ur.
Arc: Amigo de infância de Luneth.
Refia: Garota do vilarejo de Kazus.
Ingus: Soldado do reino de Sasunem possui um amor oculto pela princesa Sara.

O mais divertido desses jogos antigos de Final Fantasy, é que era possível renomear os personagens principais do jogo, então meio que você podia imaginar sua própria história e mergulhar com tudo nesse mundo sensacional de fantasia que é a série Final Fantasy, eu sempre trocava os nomes dos personagens pelo meu nome e de meus amigos, isso dava um animo a mais no jogo.


A jogabilidade de Final Fantasy III mantém a origem de seus antecessores, viajando pelo mapa mundi e enfrentando inimigos por turnos escolhendo quais golpes utilizar, as jobs também estão presentes no jogo e cada personagem pode ter uma job específica, e mudar de job quando quiser também. São 23 as jobs presentes no jogo, que são as seguintes:


Ou seja, dependendo do cristal que estiver possuindo, você poderá escolher diferentes jobs e evoluí-las para aprender novos e melhores golpes, tanto de cura, quanto de ataque entre outros. Aí vai da criatividade e estratégia de cada um escolher quais as melhores (ou preferidas) jobs que irá colocar em cada personagem.

Outra novidade implementada no jogo é o sistema de auto-segmentação, que não estava presente nos outros jogos, ou seja, por exemplo você colocou pra todos os seus personagens atacarem o mesmo inimigo, e tem dois inimigos na tela, aí quando o terceiro ataca, o inimigo morre, então o quarto personagem irá atacar o outro inimigo! Nos dois primeiros games da série no caso o quarto personagem iria atacar o inimigo morto, e erraria o ataque, isso é bem útil durante as batalhas e foi adotado por todos os jogos da sequencia da série.



Quanto a parte gráfica do jogo, ele possui um Menu bem mais organizado que os outros dois jogos, além claro de ser graficamente bem mais avançado que os outros, há uma grande variedade de cores e texturas dando a sensação de que você está explorando um mundo realmente enorme, o jogo é bastante coerente em seu design, cada cidade e cenários tem suas características próprias, e olhe que fazer isso não era trabalho simples para aquela época. As telas de batalha eram dominadas pela cor preta, com um background condizente com o local da luta. As sequencias finais do jogo são fantásticas, efeitos especiais impressionantes para um simples Nintendinho. Os sprites, tanto dos personagens quanto dos inimigos estavam sensacionais, repletos de detalhes e sombreamentos.

A trilha sonora do jogo é absolutamente impressionante, é muito mais complexa do que dos dois primeiros jogos, considerada pelo próprio autor como uma das melhores que ele já fez. Cada cenário tem sua própria trilha sonora e isso é fantástico, e as músicas são definitivamente memoráveis. Quanto aos efeitos sonoros, também estão muito bons, os efeitos do andar no mapa, dos golpes e tudo mais, combinaram perfeitamente com o jogo.

Em 2006 foi criado o Remake para Nintendo DS, com as músicas todas remasterizados e os gráficos com aspectos 3D, uma verdadeira obra prima, recentemente eu estava jogando o Remake que foi portado para o PSP também, já estava mais ou menos na metade final do jogo, só que deu um probleminha com o save game, e eu perdi ele, ainda não comecei a jogar novamente, mas um dia desses eu jogarei novamente pois o game é realmente fantástico, tanto quanto o original.


Final Fantasy III é um game extremamente grande, eu já estava com umas 15 horas de jogo e ainda estava pela metade, mas pelo mapa mundi ser enorme, você tem inúmeros locais para se explorar, o que não deixa o game ficar enjoativo, e é muito bom por sinal, não é qualquer jogo que você joga por horas e horas e ainda tem vontade de continuar jogando, particularmente amo a série Final Fantasy mesmo, por exemplo Final Fantasy Tactics eu já passei de 90 horas de jogatina e ainda não completei tudo o que o game tem pra oferecer hahaha, esses japoneses são realmente fantásticos quando se trata de RPG.

Os pontos mais positivos do game são a grande variedade de jobs, as batalhas são mais divertidas, o mapa mundi é gigante, os menus são de fácil organização, personagens aparecem para lhe ajudar, e a trilha sonora que é perfeita.

Final Fantasy III é como um herói anônimo da era 8-bits, pois foi pouco conhecido fora do Japão, e sem dúvidas é de longe o melhor da trilogia original lançada para Nintendinho, qualquer fã dos jogos posteriores da série provavelmente irá amar FFIII, é altamente subestimado e não irá decepcionar nenhum fã.

Confira agora o gameplay do jogo:


Confira também o gameplay do Remake:


E é isso aí pessoal, esse foi capítulo de número 88 da saga Mario Verde, falamos sobre Final Fantasy III de Nintendinho! Até mais!

Chapter #087 - Saint Seiya: Ogon Densetsu


Capítulo 87 da saga Mario Verde e o game de hoje não ficou muito conhecido aqui no Brasil, mas foi lançado bem na mesma época que o Anime estava em pleno sucesso, Saint Seiya: Ogon Densetsu Kanketsu Hen, lançado em 1988 para Nintendinho, um game de plataforma/rpg baseado no mangá dos Cavaleiros do Zodíaco, como o próprio nome sugere, o game está ligado aos signos do zodíaco, aonde cada personagem possui uma armadura característica relacionado as constelações do zodíaco. O game está longe de ser um dos melhores, há falhas em quase tudo, porém pra quem é fã da série, provavelmente ficou impressionado na primeira vez que jogou isso em um Nintendinho.


O game narra os acontecimentos da saga da Batalha das 12 Casas, semelhante ao do mangá/anime, pra quem já está acostumado com a série, fica beeeem mais fácil entender a história. Durante algumas batalhas ainda existe uma espécie de especial, aonde amigos 'íntimos' de cada personagem aparecem para dar um apoio moral pra você, por exemplo ao jogar com Shun, é provável que Ikki apareça para lhe ajudar. Se você escolher os guerreiros corretamente como no anime, até alguns diálogos serão os mesmos, o que é bem nostálgico para fãs da série.

Basicamente você poderá escolher 1 dentre 4 cavaleiros que citarei daqui a pouco, para enfrentar a batalha na primeira casa do zodíaco, na segunda casa você volta para a tela de seleção de personagens, podendo escolher 1 dentre os 4 novamente, e assim por diante até o final do jogo, aonde você enfrenta o Mestre do Santuário. Esse game é a sequência de Saint Seiya - Ougon Densetsu, que segue a mesma temática porém narra os acontecimentos anteriores da Batalha das 12 casas, ou seja, a parte mais chatinha do anime.

Bom, pra quem não conhece, vou lhes apresentar os personagens jogáveis.


Shun: Cavaleiro de Bronze de Andrômeda, utiliza sua corrente como arma principal.
Seiya: Cavaleiro de Bronze de Pegasus, protagonista do anime, lança meteoros com seu punho.
Hyoga: Cavaleiro de Bronze de Cisne, seus principais golpes são baseados em gelo.
Shiryu: Cavaleiro de Bronze de Dragão, seu principal golpe é o Cólera do Dragão.

Infelizmente Ikki de Fênix é só um coadjuvante nesse game. Primeiramente você passa por uma fase que seria um pré 12 casas, aonde enfrenta vários soldados comuns, até chegar na primeira casa, a casa de Áries, aonde o Cavaleiro de Ouro Mu lhe aguarda, após os eventos na casa de Áries, você parte para sua jornada pelas demais 11 casas seguindo a mesma temática do anime.

Os 12 cavaleiros de ouro são os seguintes:


Da esquerda para a direita: Mu de Áries, Aldebaran de Touro, Saga de Gêmeos, Máscara da Morte de Câncer, Aioria de Leão, Shaka de Virgem, Dohko de Libra, Milo de Escorpião, Aioros de Sagitário, Shura de Capricórnio, Camus de Aquário e Afrodite de Peixes.

Como os bons conhecedores do anime sabem, nem todos os Cavaleiros de Ouro estão presentes no jogo por alguns fatos específicos como por exemplo o fato de ter um dos cavaleiros morto, outro com mais de 260 anos de idade, entre outras coisas.


A parte gráfica do jogo não foi nenhuma inovação, e nem é muito bonito também, mas da pra distinguir perfeitamente os personagens, as animações dos golpes são muito simples e chatas, não há plano de fundo durante o jogo, e basicamente da a impressão de que você e seu inimigo estão apenas atirando pedrinhas um contra o outro. A parte sonora é fraca devido ao fraco sistema do Nintendinho, mas segue a tradição do anime com musicas épicas e agitadinhas, nada de espetacular também.

O game é curto, cerca de 3 a 4 horas de jogatina já é suficiente para fechá-lo sem maiores problemas, a jogabilidade na parte 'plataforma' do game é bem comum, você vai andando da esquerda pra direta soltando os golpes comuns, até chegar a um 'chefe' aonde o cenário muda (ou fica sem cenário rsrsrs) aonde você o enfrenta numa espécie de batalha rpg. Durante suas aventuras, você irá coletar pontos de experiência para aumentar suas barras de Cosmo e de Life. Também tem a barra do Sétimo Sentido, que ao ficar cheia libera uma espécie de Especial, aonde seu personagem fica bem fodão por alguns instantes.


O jogo em si é bem fraquinho, mas como existem pouquíssimos games com a temática Os Cavaleiros do Zodíaco, além de ser um game raro, é legal ter na prateleira caso você seja um fã da série, caso contrário não vai lhe trazer muita diversão. Embora se levar em consideração que é um game dos anos 80, até que não é tããão feio hehehe.

Confira agora o gameplay do jogo:


E é isso aí pessoal, esse foi capítulo de número 87 da saga Mario Verde, falamos sobre Saint Seiya: Ogon Densetsu Kanketsu Hen de Nintendinho! Até mais!

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